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Ensaios



Cap. IV – George e Chopin, romance em tempos de romantismo

Cenas de Pragnienie Milósci ou She's my man (2005)

 

 

Em Paris, 1836, George conheceu Frederik Chopin. Ele estava em companhia de Franz Liszt e outros membros de seu circulo de artistas literários, num encontro promovido por Chopin, quando notou a presença de George: “Como é antipática essa Sand! Serás mesmo uma mulher? Estou começando a duvidar...”. George por sua vez, já conhecia os trabalhos e Chopin e de imediato simpatizou com o “Príncipe dos Pianistas”. George não assumiu sua costumeira postura: agachada como uma bola estástica sob o piano. Em vez disso, ela ficou, especialmente enquanto Chopin se apresentava, tranquila e absorta, como uma observadora distante. Foi um papel desempenhado em sua homenagem, mas Chopin ainda não sabia disso. “Fui apresentado a uma grande celebridade: madame Dudevant, conhecida pelo nome de George Sand”, escreveu à família na Polônia. “Sua aparência não é do meu gosto e ela absolutamente não me agradou”.

Mesmo com a primeira má impressão, Chopin não resistiu ao espírito livre e aventureiro de George Sand, muito diferente do seu jeito retraído e introspectivo.

Filho de um professor de francês e de uma pianista, Frederik Chopin nasceu na Polônia em 1810. Desde cedo demonstrou seu talento com o piano e com outras artes. Incentivado pelos pais, Chopin teve acesso a boas escolas, contatos com grandes nomes e, ao contrário de George Sand, sempre obedeceu às tradições e prezou pelos valores morais de sua época. Talvez este seja o motivo pelo qual Chopin evitou o quanto pode às investidas de George Sand.

A “repulsa” provocada por George não demorou para se transformar em atração. Ainda mais depois da decepção amorosa sofrida por Chopin quando este foi abandonado pela noiva Maria Wodzinsk para quem Chopin dedicou o estudo Op. 25 nº2 e a Valsa Op. 69 nº1 “do adeus”.

Diante disso, em novembro de 1838, Chopin concordou em ir para Palma de Mallorca, nas ilhas Baleares, com George e seus dois filhos, Maurício e Solange. Ela o tinha convencido de que o clima do litoral faria muito bem à sua saúde. “Encontro-me em Palma de Mallorca sob as palmeiras, cedros, aloés, laranjeiras, limoeiros, figueiras e pés de romã”, escreveu Chopin a seu amigo Fontana, de início encantado com a vila que Sand alugara. “O céu é turquesa, o mar, lápis lázuli e as montanhas, cor de esmeralda. O ar é igualzinho ao céu. Todos se vestem como no verão e, à noite, ouve-se por toda parte canto e som de violões. Aproveito bem a vida, meu caro amigo, estou mais perto do que há de mais belo no mundo, sinto-me um homem melhor”.

George e Chopin tinham planejado ficar uma longa temporada em Mallorca e, para isso, ambos possuíam 2.000 francos cada um deles – em divergência aos muitos relatos de que George estaria com Chopin por puro interesse financeiro – que os dois juntos torraram tudo em poucas semanas e, em breve, já não tinham mais com que pagar o aluguel da propriedade em que estavam alojados. As chuvas torrenciais tornavam úmida a casa, sem lareira e cheia de goteiras, agravando a tosse de Chopin. E os rumores de que havia um “tuberculoso” no lugar - naquela época o povo tinha tanto medo da tuberculose quanto da peste - os isolaram ainda mais, apressando a decisão do proprietário de despejá-los.

Foram então acolhidos pelo cônsul da França, que lhes aconselhou hospedarem na Cartuxa de Valdemosa, um mosteiro em lugar de difícil acesso: Minha cela parece uma sepultura, escreveu Chopin a um amigo. Habitado apenas por um sacristão, um operário e um farmacêutico, varridos pelos ventos montanheses e tendo como personagens principais uma romancista e um músico apaixonado, o local compunha um autêntico cenário de romantismo.

Porém, não tardou para que o tédio de abatesse: “É tudo tão silencioso que podemos uivar de solidão”, narrou Chopin. O casal gastava somas exorbitantes cada vez que era necessário chamar um médico para atender o músico: os profissionais da ilha não hesitavam em enfiar a faca nos elegantes turistas parisienses. O clima da Cartuxa, principalmente, deprimia Chopin: “Ele não conseguia vencer a inquietude de sua imaginação”, escreveu Georg Sand em A história de minha vida (Um Hiver à Majorque – 1855). “O claustro enchia-o de terrores e fantasmas, mesmo quando estava passando bem. Ao voltar de meus passeios noturnos pela Cartuxa, eu o encontrava pálido, diante do piano, de olhos alucinados, os cabelos arrepiados. Precisava de alguns instantes para me conhecer”.

O casal começa a dar sinais de fracasso.

 



Escrito por Paula às 11h45
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Cap. III - Da Famosa Escritora a Amante Fracassada

Letra da carta de George Sand a Alfred de Musset musicada por Celine Dion

Em 1834, George voltou a Nohant por um breve período a fim de discutir o divórcio e a lutar judicialmente pelos bens herdados de sua avó, ocasião em que teria se envolvido rapidamente com o renomado advogado Michel de Bourges, com quem teve forte influência política. Tendo reconquistado seu patrimônio, somado aos generosos frutos de seu trabalho, George comprou uma casa para ela e Sandeau em Paris e trouxe consigo a filha Solange – Maurice preferiu ficar com o pai.

Agora confiante e famosa, George era presença requisitada em saraus e apresentações em toda Europa. Em contrapartida sua união com Sandeau caminhava à decadência. Entre viagens e compromissos, George conheceu muitos homens, teve vários relacionamentos passageiros, sempre em busca do amor idealizado.

Em uma de suas viagens George conheceu Marie Dorval, uma das mais belas atrizes de sua época, com quem teria um caso passageiro denunciado numa carta escrita por George a Marie: “quero que você me queira em seu camarim, ou em sua cama”.

Outro caso muito famoso foi seu envolvimento com o poeta francês Alfred de Musset (1810-1857), doze anos mais jovem. O casal passou a maior parte do tempo na Itália onde Musset cumpria sua agenda de compromissos, sempre na companhia de George. Na ocasião, Musset escreveu uma de suas principais obras, Lorenzaccio (1834), inspirada no momento romântico que estava vivendo. Ainda na Itália, Musset adoece, debilitado e sem o fulgor do início do romance, George passa a ter um caso com seu médico Pietro Pagello. O fato foi determinante para o fim da relação. Após restabelecer-se, o escritor regressa a Paris. As peças Le Chandelier, On ne badine pas avec l'Amour e Il ne faut jurer de rien mantêm-se em cartaz. Paralelamente, escreve algumas novelas em prosa e a conhecida Confession d'un enfant du siècle (Confissão de um filho do século - que registra pela primeira vez o uso da expressão "Mal do século" como o estado de desencanto e vaga melancolia). Esta obra é uma autobiografia consagrada à ex-amante, na qual Musset manifesta suas lamúrias devido à infidelidade da companheira. Esta relação também inspirou a peça On ne badine pas avec l'amour, de 1834.

 

Pra conhecer as obras de Musset: http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/musset.htm

 

 

 

 

 

De volta a Paris, George escreve a Musset:

 

Meu menino querido, estas três cartas não são a despedida da amante que te deixa, é o abraço de uma irmã que ficou. Este sentimento é lindo demais, puro demais e doce demais para que eu possa sentir vontade de acabar com ele.

Que a lembrança de mim não envenene nenhuma felicidade da sua vida mas também não deixe que estas felicidades destruam a recordação de mim. Seja feliz, seja amado. Como você não seria? Mas me guarde dentro de um pedacinho do seu coração e desça para dentro dele nos dias de tristeza para aí encontrar uma consolação ou a coragem.

 Ame, meu Alfred. Ame para sempre, ame uma mulher jovem, linda, que ainda não tenha amado. Que ainda não tenha sofrido. Não a faça sofrer. O coração de uma mulher é uma coisa tão delicada quando não é um pedaço de gelo ou uma pedra.

Eu não acredito que existe um meio termo aqui, nem na sua maneira de amar. A sua alma foi criada para amar ardentemente ou para secar completamente. Você me disse isso cem vezes e tentou desdizer mas nada apagou esta frase.

Quem sabe você me amou com dor para vir a amar uma outra com abandono. Quem sabe esta que virá te amará menos do que eu mas quem sabe ela será mais feliz e mais amada.

Quem sabe o seu último amor será mais romântico e mais jovem. Mas não mate o seu coração, o seu bom coração, eu lhe peço. Entregue ele por inteiro em todos os amores da sua vida, para que um dia, quando você olhar para trás, você possa falar, como eu falo: eu sofri muitas vezes, muitas vezes me enganei, mas eu amei.

 



Escrito por Paula às 14h34
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Cap. II - Do Casamento da Mulher ao Nasicmento da Escritora

Sentados: Alexandre Dumas, George Sand, Marie D'Algout e Liszt ao piano. Em pé: Berlioz, Paganini e Rossini. Sobre o piano, busto de Bethoven. (Josef Danhauser, 1840)

Em setembro de 1822, Aurore se casou com barão Casimiro Dudevant aos 18 anos, ganhando o título de Baronesa Dudevant.

O jovem casal foi morar em Nohant, casa herdada de sua avó por Aurore. Um ano após o casamento nasce o primeiro filho do casal Maurice. A felicidade da nova família harmonizava com o bucólico cenário do local, muitas vezes retratado por Aurore em suas obras. Em meados de 1826 o casal começa a passar por serias dificuldades financeiras, somado a isso, Aurore começa a interessar-se cada vez mais pela leitura, política e pela modernidade do mundo além dos portões de Nohant. A harmonia do casal é ameaçada.

Em 1828 nasce a segunda filha do casal, Solange, que mais tarde teria uma relação muito conflituosa com a mãe. A chegada da pequena não é suficiente para estreitar os laços do casal, Aurore continua casa vez mais interessada pelas letras e pela política. Cedendo as vontades de Aurore, em 1831, Casimiro permite que a esposa vá a Paris tentar a sorte como escritora, fica combinado que Aurore passe períodos de três meses a cada seis em Paris. Para uma relação desgastada e uma alma sedenta de liberdade, Casimiro assinou ali o fim do casamento.

Em Paris, Aurore conheceu o jornalista Jules Sandeau, oito anos mais jovem, com quem começou a trabalhar e também foi amante – isso porque o divórcio de Aurore com Casimiro só foi assinado em 1835. Tendo abandonado a casa, deixado os filhos com o pai e ser apontada como adúltera, Aurore perdeu seus direitos civis de propriedade sobre a fortuna herdada por sua avó, assim como direitos de guar4da e visitas aos filhos.

Com o fim de suas economias e sem qualquer outra fonte de renda Aurore passou a viver como homem, cortou os cabelos curtos, passou a vestir-se com roupas masculinas e a agir como tal. A princípio por questões financeiras vez que as roupas e pompas femininas dispensavam um gasto elevado o qual Aurore não se poderia permitir.

Com Jules Sandeau, Aurore escreveu diversos artigos para o jornal Fígaro, usando o pseudônimo de J. Sand. Logo percebeu que seu estilo literário não possuía a facilidade extemporânea, requisito para um jornalista. Sem se deixar abater, Aurore continuou a busca de sua identidade literária. Com o uso do disfarce masculino, passou a freqüentar salões literários, biblioteca, teatros, julgamentos públicos e a fumar charutos, hábitos inadmissíveis às mulheres de sua época.

Cada vez mais apaixonada pela literatura, Aurore escreveu seu primeiro romance, juntamente com Jules Sandeau, intitulado Rose of Blanche, assinado unicamente por Sandeau. O livro foi muito bem aceito, o editor de Sandeau não demorou para fazer-lhe uma nova encomenda, porém este não tinha nada em mãos. Aurore, por sua vez, tinha acabado de escrever Indiana (1832), seu primeiro romance escrito sozinha, ela o publicou usando o pseudônimo de George Sand – em homenagem aos amado Jules Sandeau.

Em seguida Aurore – agora George Sand – escreveu Valentine, uma produção mais perfeita e que também teve muito sucesso. Em 1833 escreveu Lélia, um best-seller com o qual Sand passou a freqüentar os mais respeitáveis círculos literários e a ganhar a vida com sua pena. George Sand não escapou às criticas da época, entre elas Baudelaire foi o mais severo: “Ela é burra, pesada e tagarela [...]. O fato de que há homens que poderiam se apaixonar por essa vagabunda é realmente a prova da humilhação dos homens desta geração.”

Ainda assim, nascia na França uma romancista, que mais tarde, seria mundialmente conhecida.

 



Escrito por Paula às 14h21
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Cap. I - Do Nascimento a Adolescência da Menina

Casa de George Sand em Nohand, ainda conservada como centro cultural

Amandine Aurore Lucile Dupin nasceu em Paris no dia 1º de julho de 1804, filha de um soldado do Império, Mauricio Dupin Francueil e Victoire Sophie Delaborde. O pai era aristocrata, de nobre linhagem, parente distante de Louis XVI, neto bastardo do Rei da Polônia Augusto II e filho da condessa Aurora de Konigsmark, mais tarde conhecida como Aurore de Saxe ou Condessa de Horn. Já a mãe era plebéia, filha de um profissional apreciador de pássaros. É possível encontrar relatos de que os pais de Aurore se conheceram quando a mãe exercia a “mais antiga profissão do mundo”, servindo aos batalhões de soldados comandados pelo pai.

Aurore perdeu o pai aos 04 anos, numa queda de cavalo enquanto este acompanhava o príncipe Murat em campanhas armadas. Com a morte do pai, Aurore e a mãe vão morar com a avó paterna, Condessa de Hons em Nohant, cidade onde Aurore passaria grande parte de sua infância.

Nos primeiros tempos da nova casa Aurore se mantinha a maior parte do tempo em silêncio, deprimida com a morte do pai, vagava sozinha pelos extensos jardins, não falava com ninguém, quando muito, com seus “amigos imaginários”.

A avó preocupada acompanhava tudo à distância, mas sempre buscando animar a neta. Aos poucos, Aurore foi de deixando levar pelas investidas da avó, seja nos passeios pela propriedade, seja pelas histórias que a avó lhe contava.

A Condessa de Hons era uma mulher a frente de seu tempo, de espírito selvagem, incentivava a neta nos passeios a cavalo, no convívio com os empregados da casa, no contato com a natureza. Com o uso de uma filosofia liberal, incentivava a neta ao uso de calças e camisas largas para facilitar as cavalgadas e as visitas ao campo, trajes nada convencionais para uma menina da época.

Em contrapartida, a mãe de Aurore discordava dos métodos da avó, queria que a filha tivesse uma postura mais contida e se interessasse pelas prendas indispensáveis às moças da época para que um dia, pudesse fazer um bom casamento.

Travada a discórdia nos métodos de criação entre mãe e avô, Aurore foi mandada para um convento em Paris. Adaptando-se ao lugar, Aurore se diverte com as amigas, criando peças de teatro e improvisando saraus literários. Somado ao fascínio das histórias contadas por sua avó, agora a criação de seus primeiros ensaios, Aurore vai se descobrindo uma apaixonada pelas letras.

Deixando-se envolver pelo misticismo do lugar, logo toma gosto pela vida serena e tranqüila do convento, interessada não apenas nos estudos, mas também pela vida religiosa.

Dois anos depois, preocupada com as intenções da neta e reconhecendo sua saúde cada vez mais debilitada, a Condessa de Hons ordena que Aurore volte para casa. Contrariada, Aurore volta para casa onde passa a receber aulas de medicina praticada aos camponeses, filosofia, botânica entre outras, ministradas por seus tutores – todos visionários e modernos escolhidos pela Condessa de Hons.

A felicidade e o entusiasmo de Aurore foi mais uma vez interrompida, agora com a morte da avó, que mais tarde se tornaria a maior responsável pela personalidade da neta. Inconsolada com a perda da avó e com ideais muito diferentes aos de sua mãe, Aurore vai morar com alguns amigos nas proximidades de Melun, onde conhece Casimiro Dudevant, filho ilegítimo do barão Jean-François Dudevant com uma empregada, que mais tarde se tornaria seu marido.

 



Escrito por Paula às 14h17
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George Sand

Amandine Lucie Aurore Dupin

 

Em forma de capítulos, hoje dou início a narração – simplificada – da historia de Amandine Lucie Aurore Dupin, ou Baronesa Dudevant, uma mulher do séc. XIX, que ficou conhecida e até hoje é lembrada, com o pseudônimo de George Sand. As narrativas aqui encontradas são fruto do material encontrado na internet somado a minha parcela criativa, motivo pelo qual, não merecem ser discutidas por historiadores ou críticos biográficos.

George foi uma mulher revolucionária ao seu tempo, uma das primeiras feministas registradas pela história a buscar direitos civis e políticos igualitários entre homens e mulheres, também foi a primeira romancista/novelista a ganhar dinheiro com sua produção literária e a freqüentar ambientes públicos exclusivo aos homens, mesmo que para isso, tivesse que vestir-se como tal.

Alvo de severas críticas, George Sand foi uma mulher de espírito livre, sempre em busca de um amor idealizado, avessa às convenções sociais de rígida moralidade, lutou pelos direitos das classes menos favorecidas e, principalmente, pelos direitos das mulheres casadas, tão reprimidas no seu tempo.

Entre seus casos mais famoso estão o poeta Alfred de Musset – a quem ela traiu com seu médico particular – o pianista Frederik Chopin – sobre quem ela deixou relatos de impotência – e Marie Dorval, a mais bela atriz de sua época com a qual George teve um relacionamento lésbico.

Um rápido olhar no momento político por ela vivido, em sua criação, nas perdas e traumas vividos, nos sonhos e ambições com os quais sempre lutou, fica fácil entender esta mulher, que até hoje, é vista como a frente de nossos tempos.

 

O mundo vai conhecer e compreender-me um dia. Mas se esse dia não chegar, não importa muito. Vou ter aberto caminho para outras mulheres. (SAND, George)

 



Escrito por Paula às 16h42
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